segunda-feira, 21 de julho de 2014

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

ELOCUBRAÇÕES PRÉ-ELEITORAIS

Modestamente, penso o seguinte: o que as últimas pesquisas têm de precioso não é a preferência majoritária pela candidatura da presidente Dilma Rousseff.

O ponto está na reputação do governo. E o governo está em alta. O povo está feliz. Os números falam.

Tomando por exemplo Mogi Mirim em 2012, era o inverso: a reputação do governo do Carlos Nelson estava péssima na “hora h”.

A rejeição alcançava espantosos 75% ou algo próximo disso.

Então, explico. A situação de Mogi Mirim era amplamente favorável às oposições e completamente adversas para a candidata oficial, Flávia Rossi.

Tanto é que ela até tentou se descolar da imagem do governo. Em resumo, sucumbiu previsivelmente, assim como previsivelmente se elegeu um candidato de oposição entre três que não tinham muita diferença.

Ora, no caso federal, a premissa é contrária. Os indicadores sinalizam em favor de Dilma, que está bem na cena, rejeição baixíssima e pilotando um governo grandemente apoiado pelo eleitorado.

Portanto, se os oposicionistas resolverem adotar discurso contrário ao que, de certo modo, é quase senso comum, vão se dar mal. Vão “dar com os burros n’água”, segundo definições dos avós de muita gente.

Falar que o governo é ruim não vai colar. Não vai pegar. Não é a sensação da grande massa. Isso já não deu certo. Duas vezes.

Ora, na minha modesta análise de cientista político de botequim, a chance dos oposicionistas estará em conseguir demonstrar que são melhores que Dilma.

Melhores para continuar o que vem sendo feito. E melhores para convencer brasileiros e brasileiras de que serão capazes de oferecer mais, muito mais, especialmente no que diz respeito a programas sociais.

Hoje, não vejo essa indispensável competência em Aécio Neves e Eduardo Campos. Sequer em Marina Silva, na hipótese de inverter a ordem da chapa do PSB.

A Aécio e Eduardo faltam confiabilidade, currículo e história. Ser neto apenas não é suficiente.

Pois bem. Sei que é muito cedo, muito arriscado, quase um suicídio fazer vaticínios quando ainda falta um ano para a eleição presidencial de 2014.

Mas, hoje, eu apostaria sem medo nos pés de Dona Dilma os dois dólares que ainda tenho na carteira desde que minha filha Paula viajou aos Estados Unidos em 2009.


Acho, pois, que o PT vai fechar o ciclo de 16 anos de domínio do poder. Mais longo do que isso só o do regime militar.

sábado, 28 de setembro de 2013

ITENS DE SÉRIE

Quem não viaja de ônibus urbano todos os dias não sabe como a experiência é maravilhosa

Tão maravilhosa que faz projetar o que virá pela frente nas décadas deste século.

De repente, passa alguém com aquela enorme mochila pendurada nas costas e, com ela, desfere um golpe certeiro em sua cara.

Porque as pessoas ignoram que a mochila é um objeto inanimado, incapaz, portanto, de se desviar de obstáculos. Nem pensa, nem tem sensores.

A mochila, como sabemos, está totalmente incorporada aos hábitos contemporâneos.

É o mesmo que acontece com aqueles fones ligados a celulares, que meninas, rapazes e marmanjos (as) em geral penduram no ouvido.

Exceto o meu caso, todo mundo que porta celular dentro do ônibus vem com aqueles negocinhos enfiados na orelha.

De tanto me deparar com tais hábitos, fui levado a algumas elucubrações.

Acho que não estará muito longe o tempo que as pessoas já virão ao mundo com esses itens de série.

Ao nascer, o rebento já virá carregando uma mochilinha, quem sabe na forma de um paraquedas recolhido, que se desenvolverá de acordo com a evolução do tal ser.

Do mesmo modo, calculo que futuros habitantes deste planeta já virão à luz com o par de fones nas orelhinhas.

Outros itens de série acompanharão os humanos no futuro, a considerar como as pessoas se apetrecham de coisas nestes tempos rousseffeanos.

Aliás, arremato: por que Deus já não pensa logo nisso?


COISAS IGUAIS

É uma bobagem de Aécio Neves insistir em afirmar que o governo de Dilma Rousseff é ineficiente, incapaz ou coisa que o valha, para alavancar sua candidatura.

Não é essa a sensação da população. Os índices não deixam dúvida quanto a isso.

É a mesma coisa que o governo querer fazer crer ao povo, como vem fazendo pela televisão, que a saúde vai bem, que o atendimento é rápido e eficiente.

Não é esta a sensação da população. Os índices não deixam dúvidas quanto a isso.

Aécio (e os outros candidatos também) terá que aprender a dizer o que pode fazer de melhor para o Brasil além do que está sendo feito agora.

A oposição terá que se apresentar com uma proposta de governo diferente, de avanço, que convença aos brasileiros que terão uma vida de mais conforto do que desfrutam agora.


Ah! Não sei se apenas bons e bem remunerados marqueteiros vão resolver esse problema.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A DAMA DE FERRO

Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira, 26, sobre a corrida presidencial mostra que a presidente Dilma Rousseff deu um salto na intenção de votos e pode vencer já no primeiro turno.

Dilma teve alta de oito pontos percentuais no principal cenário, passando de 30% de intenção de votos para 38%. Marina Silva (sem partido), segunda colocada, fez caminho inverso, ao registrar 16%, com queda de 6 pontos frente aos 22% anteriores. Em março, Dilma atingiu a 58% e caiu para 30% em julho, após os protestos de rua.

O resultado indica que Dilma abriu 22 pontos sobre Marina, enquanto no levantamento anterior, de julho, a diferença era de 8 pontos.
Nesta nova amostragem, o senador Aécio Neves (PSDB) recuou de 13% para 11%, enquanto Eduardo Campos (PSB) caiu de 5% para 4%.

No cenário em que o ex-governador José Serra representa o PSDB, há pouca diferença. Dilma fica com 37%, Marina, 16%, Serra, 12% e Campos 4%.

COMENTO
1 - Estou começando a desconfiar que não haverá cartola para a oposição retirar o coelho salvador.

2 - Suspeito que o PT prolongará por mais quatro anos sua presença no Planalto.

3 – Não estou vendo como Aécio, Marina (que hoje sequer tem partido para disputar) e Eduardo Campos vão conseguir empolgar os brasileiros.


4 – De todo modo, em favor dos contrários, é necessário não esquecer que ainda falta um ano para a eleição.

QUE BOA NOTÍCIA

APÓS REDUZIR CONTEÚDO POLICIAL, "DOMINGO ESPETACULAR" TEM AUMENTO DE AUDIÊNCIA
 
A atração "Domingo Espetacular", da Record, sentiu nos índices de audiência as recentes mudanças editoriais do dominical. O programa vem reduzindo o espaço dedicado a casos policiais, que antes chegava a quase 40% de seu conteúdo.

De acordo com informações da coluna “Outro Canal”, da Folha de S.Paulo, em julho, o jornalístico teve 16,6% do seu tempo usado para tratar o assunto. Em agosto, foram 22,2% e, em setembro, até o dia 22, esse índice estava em 14,4%.


O programa tem registrado aproximadamente 13 pontos no Ibope, contra 18 do "Fantástico", da Globo (cada ponto equivale a 62 mil domicílios na Grande São Paulo).