sexta-feira, 25 de outubro de 2013

ELOCUBRAÇÕES PRÉ-ELEITORAIS

Modestamente, penso o seguinte: o que as últimas pesquisas têm de precioso não é a preferência majoritária pela candidatura da presidente Dilma Rousseff.

O ponto está na reputação do governo. E o governo está em alta. O povo está feliz. Os números falam.

Tomando por exemplo Mogi Mirim em 2012, era o inverso: a reputação do governo do Carlos Nelson estava péssima na “hora h”.

A rejeição alcançava espantosos 75% ou algo próximo disso.

Então, explico. A situação de Mogi Mirim era amplamente favorável às oposições e completamente adversas para a candidata oficial, Flávia Rossi.

Tanto é que ela até tentou se descolar da imagem do governo. Em resumo, sucumbiu previsivelmente, assim como previsivelmente se elegeu um candidato de oposição entre três que não tinham muita diferença.

Ora, no caso federal, a premissa é contrária. Os indicadores sinalizam em favor de Dilma, que está bem na cena, rejeição baixíssima e pilotando um governo grandemente apoiado pelo eleitorado.

Portanto, se os oposicionistas resolverem adotar discurso contrário ao que, de certo modo, é quase senso comum, vão se dar mal. Vão “dar com os burros n’água”, segundo definições dos avós de muita gente.

Falar que o governo é ruim não vai colar. Não vai pegar. Não é a sensação da grande massa. Isso já não deu certo. Duas vezes.

Ora, na minha modesta análise de cientista político de botequim, a chance dos oposicionistas estará em conseguir demonstrar que são melhores que Dilma.

Melhores para continuar o que vem sendo feito. E melhores para convencer brasileiros e brasileiras de que serão capazes de oferecer mais, muito mais, especialmente no que diz respeito a programas sociais.

Hoje, não vejo essa indispensável competência em Aécio Neves e Eduardo Campos. Sequer em Marina Silva, na hipótese de inverter a ordem da chapa do PSB.

A Aécio e Eduardo faltam confiabilidade, currículo e história. Ser neto apenas não é suficiente.

Pois bem. Sei que é muito cedo, muito arriscado, quase um suicídio fazer vaticínios quando ainda falta um ano para a eleição presidencial de 2014.

Mas, hoje, eu apostaria sem medo nos pés de Dona Dilma os dois dólares que ainda tenho na carteira desde que minha filha Paula viajou aos Estados Unidos em 2009.


Acho, pois, que o PT vai fechar o ciclo de 16 anos de domínio do poder. Mais longo do que isso só o do regime militar.

sábado, 28 de setembro de 2013

ITENS DE SÉRIE

Quem não viaja de ônibus urbano todos os dias não sabe como a experiência é maravilhosa

Tão maravilhosa que faz projetar o que virá pela frente nas décadas deste século.

De repente, passa alguém com aquela enorme mochila pendurada nas costas e, com ela, desfere um golpe certeiro em sua cara.

Porque as pessoas ignoram que a mochila é um objeto inanimado, incapaz, portanto, de se desviar de obstáculos. Nem pensa, nem tem sensores.

A mochila, como sabemos, está totalmente incorporada aos hábitos contemporâneos.

É o mesmo que acontece com aqueles fones ligados a celulares, que meninas, rapazes e marmanjos (as) em geral penduram no ouvido.

Exceto o meu caso, todo mundo que porta celular dentro do ônibus vem com aqueles negocinhos enfiados na orelha.

De tanto me deparar com tais hábitos, fui levado a algumas elucubrações.

Acho que não estará muito longe o tempo que as pessoas já virão ao mundo com esses itens de série.

Ao nascer, o rebento já virá carregando uma mochilinha, quem sabe na forma de um paraquedas recolhido, que se desenvolverá de acordo com a evolução do tal ser.

Do mesmo modo, calculo que futuros habitantes deste planeta já virão à luz com o par de fones nas orelhinhas.

Outros itens de série acompanharão os humanos no futuro, a considerar como as pessoas se apetrecham de coisas nestes tempos rousseffeanos.

Aliás, arremato: por que Deus já não pensa logo nisso?


COISAS IGUAIS

É uma bobagem de Aécio Neves insistir em afirmar que o governo de Dilma Rousseff é ineficiente, incapaz ou coisa que o valha, para alavancar sua candidatura.

Não é essa a sensação da população. Os índices não deixam dúvida quanto a isso.

É a mesma coisa que o governo querer fazer crer ao povo, como vem fazendo pela televisão, que a saúde vai bem, que o atendimento é rápido e eficiente.

Não é esta a sensação da população. Os índices não deixam dúvidas quanto a isso.

Aécio (e os outros candidatos também) terá que aprender a dizer o que pode fazer de melhor para o Brasil além do que está sendo feito agora.

A oposição terá que se apresentar com uma proposta de governo diferente, de avanço, que convença aos brasileiros que terão uma vida de mais conforto do que desfrutam agora.


Ah! Não sei se apenas bons e bem remunerados marqueteiros vão resolver esse problema.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A DAMA DE FERRO

Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira, 26, sobre a corrida presidencial mostra que a presidente Dilma Rousseff deu um salto na intenção de votos e pode vencer já no primeiro turno.

Dilma teve alta de oito pontos percentuais no principal cenário, passando de 30% de intenção de votos para 38%. Marina Silva (sem partido), segunda colocada, fez caminho inverso, ao registrar 16%, com queda de 6 pontos frente aos 22% anteriores. Em março, Dilma atingiu a 58% e caiu para 30% em julho, após os protestos de rua.

O resultado indica que Dilma abriu 22 pontos sobre Marina, enquanto no levantamento anterior, de julho, a diferença era de 8 pontos.
Nesta nova amostragem, o senador Aécio Neves (PSDB) recuou de 13% para 11%, enquanto Eduardo Campos (PSB) caiu de 5% para 4%.

No cenário em que o ex-governador José Serra representa o PSDB, há pouca diferença. Dilma fica com 37%, Marina, 16%, Serra, 12% e Campos 4%.

COMENTO
1 - Estou começando a desconfiar que não haverá cartola para a oposição retirar o coelho salvador.

2 - Suspeito que o PT prolongará por mais quatro anos sua presença no Planalto.

3 – Não estou vendo como Aécio, Marina (que hoje sequer tem partido para disputar) e Eduardo Campos vão conseguir empolgar os brasileiros.


4 – De todo modo, em favor dos contrários, é necessário não esquecer que ainda falta um ano para a eleição.

QUE BOA NOTÍCIA

APÓS REDUZIR CONTEÚDO POLICIAL, "DOMINGO ESPETACULAR" TEM AUMENTO DE AUDIÊNCIA
 
A atração "Domingo Espetacular", da Record, sentiu nos índices de audiência as recentes mudanças editoriais do dominical. O programa vem reduzindo o espaço dedicado a casos policiais, que antes chegava a quase 40% de seu conteúdo.

De acordo com informações da coluna “Outro Canal”, da Folha de S.Paulo, em julho, o jornalístico teve 16,6% do seu tempo usado para tratar o assunto. Em agosto, foram 22,2% e, em setembro, até o dia 22, esse índice estava em 14,4%.


O programa tem registrado aproximadamente 13 pontos no Ibope, contra 18 do "Fantástico", da Globo (cada ponto equivale a 62 mil domicílios na Grande São Paulo).

sábado, 21 de setembro de 2013

CADEIRA DE BARBEIRO

Após longa ausência, fui derrubar os excessos do que resta sobre o couro cabeludo (ou ‘cabeçudo’, segundo um saudoso colega de rádio) no ateliê do amigo Godoy, no alto da Padre Roque.

Havia um cliente na cadeira e três na espera. Pois durante o tempo todo, a conversa rolou em torno dos nossos políticos. Próximos ou remotos.

Constatei entre todos um profundo sentimento de indignação com o que vem acontecendo no Brasil.

O conceito dos políticos está abaixo de fiofó (by Ariano Suassuna) de cachorro.

A descrença é geral. Detalhe interessante que a roda formada era bem diversificada quanto à idade. Portanto,  não era coisa de velho ou de moço.

Claro que o mais velho era eu. Mas, me conservei em absoluto silêncio, até porque minha contribuição seria dispensável. Como de resto foi mesmo.

Entre os convivas, o desgosto em relação a Lula, Dilma e o PT é espantoso. Há raiva. Resvala para o ódio

Um dos presentes sentenciou: só haverá solução quando maciçamente o povo anular o voto nas eleições.

Não deixa de ser uma tese. Que, acho, precisa ser examinada.

Cabelo cortado, desci a Padre Roque com os meus neurônios em transe, tentando achar um nexo em tudo que ouvi.

Não consegui. O que me levou a concluir que estamos em uma encruzilhada e é urgente que a gente defina, afinal, que rumo tomar.


Do jeito que está não pode ficar.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O VOTO DE ABSOLVIÇÃO DE CELSO DE MELLO

Ao votar pela aceitação dos tais “embargos infringentes”, em verdade o ministro Celso de Mello pré-absolveu os réus do mensalão da acusação de formação de quadrilha.

É simples.

No primeiro julgamento, votaram pró-réus os ministros Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Rosa Weber. Absolveram os réus do delito de formação de quadrilha.

São quatro votos.

Com a aposentadoria dos ministros Cezar Peluso e Ayres Britto, tomaram posse no STF os ministros Luís Roberto Barroso e Teori Zavascki, que já se manifestaram de forma favorável aos réus no crime de formação de quadrilha.

Pronto. José Dirceu (ex-ministro da Casa Civil), José Genoino (ex-presidente do PT), Delúbio Soares (ex-tesoureiro do PT), Marcos Valério, Ramon Hollerbach, Cristiano Paz (os três, publicitários), Kátia Rabello e José Roberto Salgado (ex-dirigentes do Banco Rural) já podem comemorar.


O segundo julgamento será fachada. Nada mais.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

CALMA LÁ

Cercou-se o retorno de Muricy ao São Paulo com um entusiasmo exagerado e uma propaganda desproporcional.

Tanto é que toda a carga de ingressos para o jogo com a Ponte Preta – 43 mil – foi vendida.

Deu-se a Muricy, nestes dias, uma aura de milagroso, um deus do futebol capaz de achar soluções no estalar dos dedos.

Um portal de internet transmitiu, por vídeo, todo o primeiro treino comandado por Muricy.

Exageros.

Li algumas coisas agora à noite que me espantaram.

Houve quem escrevesse, com outras palavras, que um novo São Paulo venceu a Ponte.

Exageros.

Jogou bom primeiro tempo. Criou alguma coisa. Mas, a Ponte renunciou a passar a linha divisória do meio de campo.

No meio do segundo tempo, quando decidiu se lançar, a Macaca complicou, deu trabalho. E por pouco não arrancou o empate.

Então, calma lá.

Acho que o São Paulo poderia vencer a Ponte mesmo que fosse com o Autuori no banco.

Porque não houve – e nem seria honesto exigir mesmo – uma transformação perceptível em razão do trabalho do Muricy.

Vamos com calma. Acho que, para a hora, o São Paulo fez certo. Limou o Autuori que, definitivamente, não deu certo.

E trouxe quem deveria trazer. Não inventou.

Vai dar?

Isso a gente vai ver em dezembro. Ou, dependendo do que aconteça no percurso, até antes.

Agora, para encerrar: eu gosto de ver o Muricy dando seus esporros na beira do campo.


Na pior das hipóteses, justifica o salário.

Pense Rosa

JOGOS DOS SERVIDORES VÃO SER RETOMADOS DEPOIS DE 12 ANOS

domingo, 8 de setembro de 2013

SÓ A VALENTIA É SALVAÇÃO

O São Paulo era nada, um time absolutamente desorganizado, quando Nei Franco foi demitido. Demitido acertadamente.

Não sei quantos jogos depois, mas o suficiente para ter acontecido alguma coisa, o São Paulo continua sendo um amontoado de jogadores, sem a menor organização e nenhuma capacidade de reação, nas mãos de Paulo Autuori.

Desde o começo, eu achei errada a contratação de Autuori. O nome era Muricy, menos acadêmico que Autuori, mais agitador, entusiasmador, mais boleiro, mais vibração.

O resultado está aí. Para mim, o prazo de validade de Autuori venceu. Não será com ele ou por competência dele que o São Paulo escapará do rebaixamento.

Passou o jogo inteiro diante do Coritiba como uma esfinge ao lado do campo. Passivo, contemplativo, enquanto o seu time era bailado pelo adversário. Aliás, um adversário time aleijado, que perdeu TRÊS jogadores por contusão no jogo.

Acho que também venceu o prazo de validade de Ganso, definitivamente um mico do qual o São Paulo não vai se livrar. Fabiano? Irrecuperável. Maicon como solução para quem está perdendo de 2 a 0? Deus do céu.

Gente. Não vai ter outro jeito. Daqui para a frente, terá que ser na porrada, na valentia, na chamada ‘garra’.

Muricy é ótimo para isso, mas não tenho esperança de que a cartolagem soberba reconheça seu erro.

Detalhe importante: ao contrário do Corinthians, Palmeiras e Atlético Mineiro, o São Paulo não volta no primeiro ano se cair para a segunda. Não tem espírito para isso. Vai habitar o andar de baixo por algum tempo.

Espero que não se transforme no Santa Cruz.

O Santa Cruz foi descendo, descendo e está na série C.

Detalhe: tem camisa semelhante à do São Paulo. Uma lista vermelha, uma lista preta, e branco no meio.


Sei não...

domingo, 1 de setembro de 2013

AÉCIO, SERRA E OUTUBRO DE 2014

Frases de Aécio Neves:
1. “São Paulo é tão importante que é uma eleição à parte. Se o PSDB não acontecer aqui, não acontecerá em lugar nenhum. São Paulo deverá ter, por parte da direção nacional, atenção especialíssima. É o berço do PSDB.”

2. “O nosso adversário não está dentro do PSDB. Serra tem um papel vital no encerramento desse ciclo de governo do PT. Espero e acredito que trabalhará dentro do PSDB”.

Vence em 5 de outubro o prazo para que José Serra decida se deixará ou não o PSDB. Mas ele sinalizou ao PPS, em privado, que poderia abreviar o suspense, decidindo antes. Daí a tentativa da turma do deixa disso de construir desde logo uma atmosfera que favoreça a “permanência honrosa”.


Quem observa de longe o flerte do PSDB com o quarto infortúnio da fase pós-FHC fica tentado a não acreditar mais em paz na Síria e em todo o Oriente Médio.
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Fonte: Blog do jornalista Josias de Souza

sábado, 31 de agosto de 2013

NÃO COLOU

“Sou pela cassação do deputado condenado Donadon! Esta é minha posição pública desde sempre e também posição do meu partido, o PPS. Cometi ontem um grave erro quando, por avaliar que a cassação certamente aconteceria, depois de participar de inúmeras atividades parlamentares durante o dia, quando a votação atrasou viajei às 21 horas para São Paulo e não votei!. Estou arrependido por ter feito isto e estarrecido com o resultado”.

Muito ruim a explicação do parlamentar. Porque ela inaugura um novo modelo de deputado: aquele que “acha”. E conforme o que “acha”, cumpre ou deixa de cumprir seu sagrado dever.

Ninguém é eleito para, por presunção do resultado, trocar o plenário da Câmara dos Deputados pelo assento de um avião.


Foi mal o deputado Jardim.

COMO ELE FOI PARAR NO PALÁCIO?

Denunciado por estupro de menores e favorecimento de prostituição, o ex-assessor da Casa Civil, Eduardo Gaievski, foi preso por policiais civis em Foz do Iguaçu, na fronteira do Paraná com o Paraguai.


Não seria o caso de demitir quem o convidou para ocupar posição ao lado do gabinete da Presidente da República?

O MANJAR DE SHEIK

Para o estilo de jornalismo esportivo que se pratica hoje, especialmente na televisão, em que os programas se transformaram em picadeiros de circos, o selinho o selinho dado por Emerson Sheik em Isaac Azar foi um manjar saborosíssimo.

O assunto rendeu e continua rendendo até hoje. Dá audiência, dá leitura. Sendo assim, quanto mais se puder levá-lo será uma fonte a render bons frutos.

É óbvio que o ato foi uma brincadeira do jogador do Corinthians, conhecido por seu espírito gozador. Entretanto, não faltaram sociólogos de chuteiras e psicólogos de calções a analisar o sentido do fato e seus reflexos.

Pura bobagem. Não serviu para nada. Não deu causa a tese alguma que pudesse ser levada a sério.

Mas, estes são os tempos que estamos vivendo. O tempo das banalidades consagradas em preciosos minutos de TV e em fartos espaços em jornais.


Se o leitor ou telespectador quiser se abastecer de informação séria, com substância, que de fato contribua para seu conhecimento, precisará fazer um grande esforço de procura. As opções são raras.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

ANONIMATO NOJENTO

Preso há dois meses, entre outras acusações, por formação de quadrilha, o deputado Natan Donadon (PMDB-RO) teve seu mandato mantido pela Câmara dos Deputados.

Em votação secreta, 233 deputados votaram a favor de sua cassação, 131 contra e houve 41 abstenções. Eram necessários dois terços dos 405 que votaram.

No entanto, o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), determinou o afastamento de Donadon de suas funções e a convocação do suplente. Faltaram 24 votos para que ele perdesse o mandato.

DETALHES
131 votaram contra a cassação
41 não votaram


É urgente o fim do voto secreto em deliberações nos parlamentos. 

Porque não é mais tolerável o anonimato por parte de quem tem responsabilidade de representação.

Afinal, o eleitor não elege anônimos.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

QUERENDO PARECER SÉRIA

 A Federação Paulista de Futebol divulgou resolução proibindo a entrada nos estádios, por 90 dias, dos dois membros da organizada Gaviões da Fiel que se envolveram na briga entre torcidas no último domingo, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, durante o empate entre Vasco e Corinthians.

Raimundo Cesar Faustino e Leandro Silva de Oliveira, identificados nas imagens de TV, não podem frequentar os estádios paulistas neste período.

Leandro Silva de Oliveira era um dos 12 presos em Oruro, na Bolívia, após a morte do jovem Kevin Espada, atingido por um sinalizador no jogo entre San José e Corinthians, pela Libertadores.


Cá entre nós, é para levar a sério algo com a assinatura de Marco Polo Del Nero, que vem a ser amiguinho do José Maria Marin?
TUDO COMO ESTÁ

Já é definido que não haverá reforma política alguma para as eleições de 2014.

Sendo assim, o direito à reeleição dos que foram então eleitos continuará.

Qualquer regra que mude outra regra precisa ser adotada, para ser ética e moral, antes de o jogo começar. O jogo vai ser jogado em outubro do ano que vem.

Como é que, depois, se dirá aos governadores e ao presidente (ou presidenta??) eleitos que acabou a brincadeira e eles não poderão disputar a reeleição?

Qualquer coisa que tenha que ser feita, terá que ser feita até 7 de outubro próximo. E nada será feito até lá. Por exiguidade de tempo e notória má vontade.

Sendo assim, vai sobrar para as eleições de 2016, quando se escolherão novos prefeitos e vereadores.

Mas, é de se perguntar: e os que agora governam, eleitos sob a regra da possibilidade da reeleição, não serão usurpados em seus direitos na hipótese da mudança da regra?

É uma coisa intricada. Por enquanto, vai ficar tudo como está. E sabe-se lá se não continua assim depois?


De certo mesmo só um inquestionável fato: em tudo, o eleitor é um mero detalhe, diria a ministra Zélia Cardoso Anísio.

domingo, 25 de agosto de 2013

IDOLOS ESQUECIDOS

Tenho conhecimento de poucos estádios com nomes de jogadores de futebol.

Um deles é o de Brasília, o Mané Garrincha. Aliás, queriam mudar para Estádio Nacional ou bobagem semelhante.

Outro é o de Duque de Caxias, no interior do Rio de Janeiro, que leva o nome de Romário.

Deve haver mais um ou outro.

Nos últimos dias, morreram Djalma Santos, De Sordi e Gilmar, todos campões do mundo em 1958.

Ora, por que nossos estádios não recebem os nomes de nossos ídolos?

Sim, há dirigentes que ofertaram grande contribuição ao futebol e merecem a homenagem.

Paulo Machado de Carvalho, Cícero Pompeu de Toledo são alguns casos de homenagem justa.

Mas, por exemplo, porque o estádio do Palmeiras não pode se tornar Djalma Santos?

Por que o futuro estádio do Corinthians não pode ser Gylmar dos Santos Neves?


É assim que se perenizam os ídolos.

CADA UM COM SEUS PROBLEMAS

Enquanto ratos passeiam por aqui, livres e impunes, ao menos um milhão de baratas fugiram de um criadouro em Dafeng, na província de Jiangsu, na China.

O incidente teria ocorrido quando um desconhecido destruiu a estufa onde os insetos eram criados, destinados à produção de medicina tradicional chinesa.

As autoridades pediram aos moradores para manter a calma. Principalmente as mulheres.

BOLA ENGANOSA

Não sei se todo mundo está prestando atenção.

É o seguinte: entre os times que ocupam as primeiras posições do Brasileiro, quase todos são formados por jogadores remendados, que já rodaram sem grande sucesso por inúmeros clubes, atletas que nunca foram.

São times médios tecnicamente. Com uma agravante: sem estrutura para suportar 38 rodadas. Vão começar a fazer água daqui a pouco.
Atlético Paranaense, Coritiba e Botafogo são três bons exemplos.
Não têm fôlego para aguentar.

Quem tem fôlego?

Internacional, Atlético Mineiro, Grêmio, o Fluminense deve se recuperar...


Acho que fica por aí.

EMBAÇOU

Essa história das concorrências do metrô em São Paulo, com suspeitas de formação de cartel e envolvimento de auxiliares de governo durante o reinado tucano, sei não, acho que embaça um pouco a campanha do Geraldo Alckmin.

Ao menos na capital, onde o assunto tem maior repercussão, deve fazer algum estrago.

Acho mesmo que, pela primeira vez desde que o PSDB assumiu o controle do Estado, é a primeira vez que os contrários - leia-se PT - experimentam chances reais de conquistar o governo.

É bom lembrar também que Haddad era um ninguém no cenário político da capital e levou a Prefeitura.
Bom dia, boa tarde, boa noite.
Aqui,  nenhum assunto será proibido. 
Nenhum assunto será exclusivo.
Afinal, será uma fábrica de palavras, metralhadas ao sabor das circunstâncias e das ocasiões.
Quem tiver paciência e algo mais, seja bem vindo.

VALTER ABRUCEZ