Modestamente,
penso o seguinte: o que as últimas pesquisas têm de precioso não é a
preferência majoritária pela candidatura da presidente Dilma Rousseff.
O
ponto está na reputação do governo. E o governo está em alta. O povo está feliz.
Os números falam.
Tomando
por exemplo Mogi Mirim em 2012, era o inverso: a reputação do governo do Carlos
Nelson estava péssima na “hora h”.
A
rejeição alcançava espantosos 75% ou algo próximo disso.
Então,
explico. A situação de Mogi Mirim era amplamente favorável às oposições e
completamente adversas para a candidata oficial, Flávia Rossi.
Tanto
é que ela até tentou se descolar da imagem do governo. Em resumo, sucumbiu
previsivelmente, assim como previsivelmente se elegeu um candidato de oposição
entre três que não tinham muita diferença.
Ora,
no caso federal, a premissa é contrária. Os indicadores sinalizam em favor de
Dilma, que está bem na cena, rejeição baixíssima e pilotando um governo grandemente
apoiado pelo eleitorado.
Portanto,
se os oposicionistas resolverem adotar discurso contrário ao que, de certo
modo, é quase senso comum, vão se dar mal. Vão “dar com os burros n’água”,
segundo definições dos avós de muita gente.
Falar
que o governo é ruim não vai colar. Não vai pegar. Não é a sensação da grande
massa. Isso já não deu certo. Duas vezes.
Ora,
na minha modesta análise de cientista político de botequim, a chance dos
oposicionistas estará em conseguir demonstrar que são melhores que Dilma.
Melhores
para continuar o que vem sendo feito. E melhores para convencer brasileiros e
brasileiras de que serão capazes de oferecer mais, muito mais, especialmente no
que diz respeito a programas sociais.
Hoje,
não vejo essa indispensável competência em Aécio Neves e Eduardo Campos. Sequer
em Marina Silva, na hipótese de inverter a ordem da chapa do PSB.
A
Aécio e Eduardo faltam confiabilidade, currículo e história. Ser neto apenas
não é suficiente.
Pois
bem. Sei que é muito cedo, muito arriscado, quase um suicídio fazer vaticínios
quando ainda falta um ano para a eleição presidencial de 2014.
Mas,
hoje, eu apostaria sem medo nos pés de Dona Dilma os dois dólares que ainda tenho
na carteira desde que minha filha Paula viajou aos Estados Unidos em 2009.
Acho,
pois, que o PT vai fechar o ciclo de 16 anos de domínio do poder. Mais longo
do que isso só o do regime militar.
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