Após
longa ausência, fui derrubar os excessos do que resta sobre o couro cabeludo
(ou ‘cabeçudo’, segundo um saudoso colega de rádio) no ateliê do amigo Godoy,
no alto da Padre Roque.
Havia
um cliente na cadeira e três na espera. Pois durante o tempo todo, a conversa
rolou em torno dos nossos políticos. Próximos ou remotos.
Constatei
entre todos um profundo sentimento de indignação com o que vem acontecendo no
Brasil.
O
conceito dos políticos está abaixo de fiofó (by Ariano Suassuna) de cachorro.
A
descrença é geral. Detalhe interessante que a roda formada era bem diversificada
quanto à idade. Portanto, não era coisa
de velho ou de moço.
Claro
que o mais velho era eu. Mas, me conservei em absoluto silêncio, até porque
minha contribuição seria dispensável. Como de resto foi mesmo.
Entre
os convivas, o desgosto em relação a Lula, Dilma e o PT é espantoso. Há raiva.
Resvala para o ódio
Um
dos presentes sentenciou: só haverá solução quando maciçamente o povo anular o
voto nas eleições.
Não
deixa de ser uma tese. Que, acho, precisa ser examinada.
Cabelo cortado, desci a
Padre Roque com os meus neurônios em transe, tentando achar um nexo em tudo que
ouvi.
Não consegui. O que me
levou a concluir que estamos em uma encruzilhada e é urgente que a gente
defina, afinal, que rumo tomar.
Do jeito que está não pode
ficar.
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