sábado, 21 de setembro de 2013

CADEIRA DE BARBEIRO

Após longa ausência, fui derrubar os excessos do que resta sobre o couro cabeludo (ou ‘cabeçudo’, segundo um saudoso colega de rádio) no ateliê do amigo Godoy, no alto da Padre Roque.

Havia um cliente na cadeira e três na espera. Pois durante o tempo todo, a conversa rolou em torno dos nossos políticos. Próximos ou remotos.

Constatei entre todos um profundo sentimento de indignação com o que vem acontecendo no Brasil.

O conceito dos políticos está abaixo de fiofó (by Ariano Suassuna) de cachorro.

A descrença é geral. Detalhe interessante que a roda formada era bem diversificada quanto à idade. Portanto,  não era coisa de velho ou de moço.

Claro que o mais velho era eu. Mas, me conservei em absoluto silêncio, até porque minha contribuição seria dispensável. Como de resto foi mesmo.

Entre os convivas, o desgosto em relação a Lula, Dilma e o PT é espantoso. Há raiva. Resvala para o ódio

Um dos presentes sentenciou: só haverá solução quando maciçamente o povo anular o voto nas eleições.

Não deixa de ser uma tese. Que, acho, precisa ser examinada.

Cabelo cortado, desci a Padre Roque com os meus neurônios em transe, tentando achar um nexo em tudo que ouvi.

Não consegui. O que me levou a concluir que estamos em uma encruzilhada e é urgente que a gente defina, afinal, que rumo tomar.


Do jeito que está não pode ficar.

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