Cercou-se o retorno de
Muricy ao São Paulo com um entusiasmo exagerado e uma propaganda
desproporcional.
Tanto é que toda a carga
de ingressos para o jogo com a Ponte Preta – 43 mil – foi vendida.
Deu-se a Muricy, nestes
dias, uma aura de milagroso, um deus do futebol capaz de achar soluções no
estalar dos dedos.
Um portal de internet
transmitiu, por vídeo, todo o primeiro treino comandado por Muricy.
Exageros.
Li algumas coisas agora à
noite que me espantaram.
Houve quem escrevesse, com
outras palavras, que um novo São Paulo venceu a Ponte.
Exageros.
Jogou bom primeiro tempo.
Criou alguma coisa. Mas, a Ponte renunciou a passar a linha divisória do meio
de campo.
No meio do segundo tempo,
quando decidiu se lançar, a Macaca complicou, deu trabalho. E por pouco não
arrancou o empate.
Então, calma lá.
Acho que o São Paulo
poderia vencer a Ponte mesmo que fosse com o Autuori no banco.
Porque não houve – e nem
seria honesto exigir mesmo – uma transformação perceptível em razão do trabalho
do Muricy.
Vamos com calma. Acho que,
para a hora, o São Paulo fez certo. Limou o Autuori que, definitivamente, não
deu certo.
E trouxe quem deveria
trazer. Não inventou.
Vai dar?
Isso a gente vai ver em
dezembro. Ou, dependendo do que aconteça no percurso, até antes.
Agora, para encerrar: eu
gosto de ver o Muricy dando seus esporros na beira do campo.
Na pior das hipóteses,
justifica o salário.
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