Quem
não viaja de ônibus urbano todos os dias não sabe como a experiência é
maravilhosa
Tão
maravilhosa que faz projetar o que virá pela frente nas décadas deste século.
De
repente, passa alguém com aquela enorme mochila pendurada nas costas e, com
ela, desfere um golpe certeiro em sua cara.
Porque
as pessoas ignoram que a mochila é um objeto inanimado, incapaz, portanto, de
se desviar de obstáculos. Nem pensa, nem tem sensores.
A
mochila, como sabemos, está totalmente incorporada aos hábitos contemporâneos.
É
o mesmo que acontece com aqueles fones ligados a celulares, que meninas,
rapazes e marmanjos (as) em geral penduram no ouvido.
Exceto
o meu caso, todo mundo que porta celular dentro do ônibus vem com aqueles
negocinhos enfiados na orelha.
De
tanto me deparar com tais hábitos, fui levado a algumas elucubrações.
Acho
que não estará muito longe o tempo que as pessoas já virão ao mundo com esses
itens de série.
Ao
nascer, o rebento já virá carregando uma mochilinha, quem sabe na forma de um
paraquedas recolhido, que se desenvolverá de acordo com a evolução do tal ser.
Do
mesmo modo, calculo que futuros habitantes deste planeta já virão à luz com o
par de fones nas orelhinhas.
Outros
itens de série acompanharão os humanos no futuro, a considerar como as pessoas
se apetrecham de coisas nestes tempos rousseffeanos.
Aliás,
arremato: por que Deus já não pensa logo nisso?
A experiência é mesmo maravilhosa, principalmente quando permanecem curtindo um magnífico funk sem os fones de ouvido. Isso, sem contar o prazer de inalar os mais diferentes odores.
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